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COMPONENTE CURRICULAR:
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História
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PROFESSOR (A):
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Cristiane
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TURMAS:
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9. os anos
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PERÍODO:
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de 16 a 20/03/2020
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ORIENTAÇÕES:
ler os textos abaixo e responder no Caderno as questões de 01 à 07 (Copiar
apenas as questões)
TEXTO A
“Oh!
Arcaico espírito imortal,
imaculado pai da beleza, da grandeza e da
veracidade,
desça, se faça presente e faça brilhar aqui e
mais além,
na Glória de sua Terra e Céu.”
Ao
evocar o espírito imortal da Antiguidade, o Hino Olímpico, de autoria dos
gregos Palamás e Samaras,abrirá o Rio 2016, maior evento esportivo do planeta,
sediado pela primeira vez na América do Sul. Na
nação de Sócrates,
Platão e Aristóteles,
o fogo que flamejava
no altar de
Héstia na Olímpia
de 776 a. C. celebrava os Jogos dedicados aos deuses gregos, congregava
cidadãos e reunia a flor da civilização helênica.
Suspensa por
motivos religiosos e
políticos durante 1500
anos, a partir
de 393, a
chama da maior competição atlética
mundial volta a
acender na Atenas
de 1896, celebrando o
renascimento dos Jogos Olímpicos na Era Moderna, renovando a
autoestima dos helênicos. CITIUS, ALTIUS, FORTIUS –
“Mais Rápido, Mais Alto, Mais Forte” –
o lema olímpico, que estimula
os 10500 atletas oriundos
de 206 países
que participam dos
Jogos Olímpicos, com
certeza garantirá ao
mundo inteiro um espetáculo de dimensões planetárias dentro do mais
elevado espírito grego.
O fogo que flameja na Tocha Olímpica
do Rio 2016,
a ser conduzida
pelo calor humano
do povo brasileiro, significa
a união entre
os povos dos
cinco continentes, convoca
e espera que
cada um de nós
multiplique os valores de Respeito, Amizade e Excelência.
TEXTO B
No
ano de 415
a.C., Alcibíades, um
general de Atenas,
assim defendeu suas
qualificações para comandar uma
esquadra contra os espartanos: “Mais que a qualquer outro, atenienses, cabe-me
receber o comando (...)
Os helenos, que
consideravam a nossa
cidade esgotada pela
guerra, passaram a
fazer uma ideia de
sua grandeza muito
além de seu
poder, diante do meu
desempenho nos Jogos
Olímpicos, pois entraram na
pista hípica sete
carros meus (...)
e ganhei o
primeiro, o segundo
e o quarto
prêmios, além de ter-me
apresentado em tudo
mais num estilo digno
de minhas vitórias.
De acordo
com as tradições isto é uma
honra, e pelos feitos se deduz o poder.” Adaptado de Tucídides, História da
Guerra do Peloponeso, 6.16. 1-2, Brasília: UnB, 1982, p. 296.
Tolerância, fraternidade e igualdade: foi com
esses ideais em mente que, em 1892, o
barão Pierre de Coubertin
apresentou à comunidade esportiva internacional a ideia de ressuscitar os Jogos
Olímpicos.
Na
Grécia Antiga, os
jogos da cidade
sagrada de Olímpia
(entre os séculos
VIII e IV
a. C.) enfatizavam que competir sem vencer equivalia
à desonra suprema. As corridas, as lutas, os saltos e os lançamentos de disco e
de dardo serviam como a coroação da superioridade do indivíduo, oferecida em
homenagem ao deus Zeus. VENTUROLI, Thereza. “Tudo pelos
louros”. Veja, São Paulo, n. 33, 18 ago. 2004, p. 96. [Adaptado]
A partir da
leitura do texto A e B responda as
questões 1 e 2
1.
Foi
na Grécia Antiga, berço da civilização ocidental, que surgiram os Jogos
Olímpicos. Podemos afirmar sobre esse
importante evento, seu ritual e seus significados na Grécia Antiga que:
a)
Realizados a cada 4 anos, representavam o ideal de confraternização e só
eram suspensos quando as cidades estavam em guerra, pois o acesso à Olímpia
ficava comprometido.
b)
Representaram o ideal
democrático, já que
só ás mulheres era permitido
o direito de
participar, diferentemente das encenações teatrais que eram reservadas
somente aos cidadãos.
c) Expressavam
a mais absoluta
representação do racionalismo
grego de “mente
sã, corpo são”, estando desvinculado de questões
religiosas.
d)
Embora representassem o
ideal de congraçamento, o caráter
matriarcal da sociedade
grega se manifestava na medida em
que as mulheres podiam participar dos jogos e eram destacadas como grandes
vencedoras
e)
Os gregos tinham
uma visão religiosa ligada aos
jogos e vencer era honrar a família e os deuses a quem os jogos eram
oferecidos.
2.
Ao se estabelecer um
paralelo entre os
Jogos Olímpicos na
Grécia Antiga Clássica
e os Jogos
da Era Moderna, podemos afirmar
que:
a) Assim como
nos dias atuais,
os gregos antigos
celebravam a união
dos povos convidando
para suas festividades os seus vizinhos na Ásia Menor.
b) Celebram
nos dois momentos valores religiosos, na Grécia esteve vinculado ao paganismo e
na atualidade ao cristianismo.
c) Para
disseminar os novos valores, o barão
de Coubertin procurou
romper com toda a
herança existente dos jogos existentes na Grécia Antiga, abolindo seu
ritual e simbolismo.
d))
A vitória nos
jogos era uma
demonstração importante de
poder tanto para
as cidades-estados gregas antigas
como para as nações hegemônicas globais.
e) Mais
do que o
prestígio e honra
de seus concidadãos,
os atletas olímpicos
na Grécia
Antiga competiam em busca das grandes
premiações que eram oferecidas aos vitoriosos.
3.
Ao
longo da história, os Jogos Olímpicos serviram como cenário para diversas
manifestações, individuais ou coletivas, de cunho político. Esta imagem retrata
os velocistas afro-americanos Tommie Smith e John Carlos, em um momento
emblemático da história das olimpíadas modernas, ocorrido nos Jogos Olímpicos
da Cidade do México, em 1968. De acordo com o contexto histórico da imagem
apresentada, é correto afirmar que os atletas
a) participaram de uma grande manifestação
contra a política racial do apartheid, na África do Sul.
b) prestaram homenagem aos onze desportistas
israelenses assassinados por terroristas palestinos.
c) fizeram a saudação dos Panteras Negras,
grupo que lutava pelos direitos civis dos negros estadunidenses.
d) protestaram contra a política nazista
de Adolf Hitler, que assistiu à competição em uma das tribunas do estádio.
e) participaram do maior boicote da história
dos Jogos Olímpicos, liderados pelos Estados Unidos, contra a União Soviética.
HERÓI
BRASILEIRO
A maioria dos atletas olímpicos é
lembrada por suas vitórias, ou seja, por medalhas de ouro. Mas um brasileiro
ficará eternizado na história dos Jogos por sua atitude exemplar diante de um
fato surpreendente e inusitado na Olimpíada de 2004, em Atenas.
O
paranaense Vanderlei Cordeiro de Lima tinha 35 anos quando ganhou a Medalha
Pierre de Coubertin, um dos prêmios mais nobres concedidos pelo Comitê Olímpico
Internacional (COI) a atletas que valorizam o esporte mais do que a própria
vitória.
O
brasileiro recebeu a honraria após a sua memorável participação na maratona
olímpica, modalidade considerada a mais tradicional e que, por isso, foi
destaque no dia do encerramento dos Jogos. Vanderlei liderava a prova até o 36o
quilômetro, a 6 do final, quando foi atacado pelo ex-sacerdote Cornelius Horan,
que invadira a pista.
O golpe do fanático religioso irlandês
derrubou o atleta, que teve de ser socorrido por alguns espectadores, numa das
cenas mais lamentáveis e, ao mesmo tempo, emocionantes da história das
Olimpíadas. Vanderlei perdeu fôlego, tempo, concentração e duas posições na
prova, mas ainda assim conseguiu completar a maratona em terceiro lugar.
Ao entrar no estádio Panathinaiko, ele foi
aplaudido de pé pelos torcedores, que esperavam por sua chegada, e vibraram
mais do que quando o italiano Stefano Baldini terminou o percurso na primeira
colocação. Mostrando seu espírito esportivo, Vanderlei percorreu o trecho final
da prova imitando um avião e com um sorriso no rosto. Acesso em: 12.09.2015.
Adaptado.
4.
Segundo o texto, é correto afirmar que o atleta Vanderlei Cordeiro
a) demonstrou indignação ao sofrer a
interferência do ex-sacerdote em 2004.
b) foi derrubado por um atleta irlandês
durante uma prova olímpica em Atenas.
c) recebeu um prêmio por colocar o
espírito olímpico acima do desejo da vitória.
d)
chegou em terceiro lugar na maratona de 2004, demonstrando descontentamento.
e) contundiu-se ao ser derrubado pelo
atleta italiano na maratona de Atenas em 2004.
COROA DE LOURO
A
origem do uso da coroa de louros está no mito de Dafne, uma ninfa que se
transmutara em um pé de louro para fugir de Apolo.
O
deus, então, fizera com as folhas uma coroa, com a qual passou a ser representado.
Na Grécia Antiga, em vez de receberem as atuais medalhas de ouro, prata e
bronze, os atletas eram premiados com as coroas de pequenos ramos de oliveira
entrelaçados, que representavam a suprema glória para a alma grega.
Na mitologia grega este era um dos símbolos
usados por Apolo, deus da Luz, da Cura, da Poesia, da Música e da Profecia,
protetor dos atletas e dos jovens guerreiros.
Em Atenas, a coroa de louros como símbolo de
distinção e glória foi substituída pelos ramos de oliveira, considerada a
árvore protetora da cidade. Apesar de não ter valor material, a coroa tinha um
significado muito especial para os atletas e para a cidade de onde provinham,
que os receberiam com grandes festas e criando estátuas em homenagem aos
vencedores.
5. Este simbolismo citado no texto
passou a representar:
a)
A medalha de bronze se tornou prêmio de consolação aos perdedores e uma forma
de deixá-los menos humilhados.
b)
A coroa de louros, ou láurea, então, passou a simbolizar a vitória, sobretudo
nos Jogos Olímpicos.
c)
A mitologia grega era uma simbologia menosprezada pelos gregos e difundida
apenas pelos romanos, sendo totalmente abandonada nos jogos das Olimpíadas
Modernas.
d)
A coroa de louro se tornou um símbolo das derrotas e desprestígio das
delegações que preferem seus prêmios em dinheiro e dispensam as honras.
e)
Os ramos foram proibidos de serem colhidos para elaboração das coroas pelas
organizações de defesa do meio ambiente, pelo grande número de atletas
vencedores as folhas entraram em extinção.
PAÍSES
SEDE DE TODAS AS OLIMPÍADAS DA ERA MODERNA
1896 - Atenas – Grécia
1900 - Paris – França
1904 - Saint Louis - Estados Unidos
1906* - Atenas – Grécia
1908 - Londres - Reino Unido
1912 - Estocolmo – Suécia
1916 - Não realizada
1920 - Antuérpia – Bélgica
1924 - Paris – França
1928 - Amsterdã – Holanda
1932 - Los Angeles - Estados Unidos
1936 - Berlim – Alemanha
1940 - Não realizada
1944 - Não realizada
1948 - Londres - Reino Unido
1952 - Helsínque – Finlândia
1956 - Melbourne – Austrália
1960 - Roma – Itália
1964 - Tóquio – Japão
1968 - Cidade do México – México
1972 - Munique - Alemanha Ocidental
1976 - Montreal – Canadá
1980 - Moscou - União Soviética
1984 - Los Angeles - Estados Unidos
1988 - Seul - Coreia do Sul
1992 - Barcelona – Espanha
1996 - Atlanta - Estados Unidos
2000 - Sydney – Austrália
2004 - Atenas – Grécia
2008 - Pequim – China
2012 - Londres - Reino Unido
2016 - Rio de Janeiro – Brasil
2020 - a ser escolhida em 2013
2024 - a ser escolhida em 2017
2028
- a ser escolhida em 2021
6. A partir dos seus conhecimentos
aponte o motivo pelo qual não ocorreram jogos olímpicos em 1940 e 1944, bem como,
indique a sede das próximas olimpíadas em 2020.
a)
pela catástrofe que abalou a América com terremoto do Haiti ocorrido no início
da década de 40, ocorrerá em Montreal no Canadá.
b)
a peste negra havia assolado a Europa e por ser uma doença contagiosa impediu
que os jogos ocorressem a bem da saúde pública, ocorrerá em Washington nos
Estados Unidos.
c)
pela guerra travada pela França de Napoleão Bonaparte e a Península Ibérica que
se negou a atender o Bloqueio Continental, ocorrerá em Pyongyang, na Coreia do
Norte.
d)
pela Segunda Guerra Mundial travada durante este período que inviabilizou a
organização do evento, ocorrerá em Tóquio no Japão.
e)
pela sede ter sido escolhida em Israel e os palestinos se negarem a permitir a
passagem das delegações na Faixa de Gaza, ocorrerá em Begin na China.
BOLSA ATLETA
Considerado
o maior programa de patrocínio individual de atletas em todo o mundo, o Bolsa
Atleta tem o diferencial de transferir recursos diretamente para a conta dos
atletas, para que eles possam treinar e competir, e não para entidades. “Com
isso, ele [atleta] é gestor dos recursos e pode investir em suas necessidades.
O esforço dele vai ser reconhecido por meio da bolsa”. Mosiah observou que a
principal prestação de contas para o governo é que o atleta continue treinando
e investindo na carreira.
O
programa beneficia atletas principiantes, que jogam em competições escolares,
até atletas de alto rendimento, com idade mínima de 14 anos para ingresso em todas
as seis categorias. A categoria nacional é a que tem a maior fatia do programa,
equivalente a 68% do total. Para requerer a bolsa da categoria pódio, a mais
alta do programa, o atleta precisa estar entre os 20 melhores do mundo. As
bolsas concedidas variam de R$ 370 a R$ 15 mil.
Medalha
de prata no tiro esportivo na Rio 2016, Felipe Wu entrou no programa Bolsa
Atleta aos 16 anos. A redução da idade mínima para 14 anos foi elogiada por ele
“porque a vida do atleta é muito curta”. Wu salientou a importância de o
dinheiro chegar diretamente aos atletas, “principalmente para aqueles que não
têm patrocínio”.
O
medalhista e bolsista Felipe Wu fala durante bate-papo sobre o programa Bolsa
AtletaTomaz Silva/Agência Brasil
Em
nome dos demais atletas brasileiros bolsistas, Felipe Wu pediu ao secretário
Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, o ex-atleta
Luiz Lima, nadador medalha de prata no Pan de 1995, nos 400 metros e 1.500
metros livre, que o programa não tenha descontinuidade. “Espero que continue,
não só pelo salário, mas pelo plano esportivo”.
O
secretário Luiz Lima garantiu que o Bolsa Atleta vai continuar: “O programa só
existe porque existem atletas”, disse, completando que a ideia é aprimorar o
programa. Ele pretende levar atletas e treinadores a dar palestras pelo Brasil,
como forma de disseminar o conhecimento que acumularam.
O
secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Luiz Lima, fala durante
bate-papo sobre o programa Bolsa AtletaTomaz Silva/Agência Brasil
Indagado
por que as mulheres atletas beneficiadas são em menor número que os homens, o
secretário Luiz Lima esclareceu que os requisitos para entrada no programa não
atendem à questão de gênero, mas a critérios técnicos.
Para
Mosiah Rodrigues, o programa, “olha a pessoa como atleta, independente de
gênero”. Segundo ele, o aumento da quantidade de mulheres depende da vontade
das próprias atletas e das confederações, que mostrem onde elas estão e o que
gostam de fazer dentro do esporte. O coordenador informou que a média hoje é
dividida em cerca de 40% para atletas mulheres e 60% para homens atendidos pelo
programa.
A
judoca medalha de ouro Rafaela Silva é uma das 17 mil atletas beneficiados pelo
Programa Bolsa AtletaReuters/Kai Pfaffenbach/Direitos Reservados
O
Bolsa Atleta beneficia 17 mil atletas olímpicos e paralímpicos em todas as
regiões do país. Atletas medalhistas da Rio 2016 como Rafaela Silva, ouro no
judô; Arthur Zanetti, prata na ginástica artística; Robson Conceição, ouro no
boxe; Isaquias Queiroz, com duas medalhas de prata e uma de bronze, são alguns
bolsistas do programa.
Edição: Aécio
Amado (adaptado)
7)Segundo o texto que polêmicas
foram apontadas na questão do Bolsa Atleta.
a) Igualdade
de valores entre os atletas e busca de mais recursos para o judô.
b) O
investimento jogado fora, pois, o Brasil teve uma péssima colocação, obtendo
apenas uma medalha de ouro e o desperdício do dinheiro público.
c) A
participação do exército brasileiro nas olimpíadas e as patentes dos atletas,
todos sargentos.
d) A
pequena parcela de atletas atendidos pelo programa e o fato de os atletas serem
todos da região Sudeste do Brasil.
e) A
necessidade de aprimorar o programa e a pequena participação de atletas
femininas atendidas pelo programa de apenas 40%, contra 60% de atletas masculinos.




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